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Psicologia - As reacções mais comuns das crianças e pré-adolescentes face à separação ou divórcio dos pais


A criança antes dos 5 anos:
- tristeza e medo do abandono;
- pesadelos;
- regressão (voltar a chuchar no dedo, a sujar-se, a exigir o biberão, a falar “à bebé”);
- culpabilidade (choros frequentes, morosidade, perda da vivacidade);
- perda do apetite e do sono;
- raiva (pontapés e socos, atirar objectos, dar mordidelas e beliscões noutras crianças);
- comportamentos de oposição tais como a recusa em ir para a cama, em obedecer, em arrumar os brinquedos;
- fantasia da reconciliação podendo manifestar-se através de súplicas, lágrimas ou pancadas dirigidas aos pais.

A criança dos 5 aos 7 anos:
- tristeza e desgosto perante a separação;
- medo do abandono e da perda do amor dos pais;
- sentimento de responsabilidade pela separação;
- tendência para querer substituir o lugar do progenitor que se foi embora;
- fantasia da reconciliação (ex. através da marcação de encontros entre os pais);
- sentimento de lealdade em relação a ambos os pais;
- raiva dirigida sobretudo ao progenitor que tomou a iniciativa da ruptura;
- sentimento de ser rejeitado pelo progenitor ausente;
- diminuição da capacidade de concentração;
- alterações nos comportamentos de socialização, na escola ou com os amigos.

A criança dos 8 aos 12 anos:
- tristeza;
- vergonha e desconforto relativamente à separação;
- raiva intensa dirigida sobretudo ao progenitor que tomou a iniciativa da separação;
- negação como forma de esconder o desgosto;
- sintomas físicos (ex. dores de cabeça, dores de barriga, má disposição);
- sentimento de lealdade em relação aos pais;
- diminuição da autoconfiança;
- sentimento de culpabilidade;
- recusa na participação nas actividades de rotina ou de lazer (ex. natação, ginástica).

Texto: Ana Filipa Pires (Psicóloga Clínica) anafilipa.abt@gmail.com

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