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Carnaval 2018 - da preparação ao dia da festa

    Este ano, fizemos o entrudo com Reis e Rainhas. Era assim que se dizia, era assim que se fazia. Brincava-se ao entrudo. Da arca da roupa velha lá de casa, escolhiam-se as roupas mais velhas e coloridas. Misturavam-se estilos e tons. Entenda-se arca como o artefacto em madeira que fazia parte da mobília das casas da época, que para além de ter outras funções, na maioria das vezes servia para guardar os enxovais e as roupas que já não se vestiam.

    Os disfarces de hoje são elaborados e a forma como se festeja o dia de Carnaval já não é a mesma. No entanto, a festa e o baile do entrudo continua a ser uma tradição, adaptada ás novas realidades, mas não deixa de ser a tradição. A idade já não permite grandes euforias, as pernas já não convidam o corpo à dança e a "cultura do luto" não deixa o colorido e o espampanante fazer parte da festa. Mas, nós, os mais novos, alegramos os mais velhos e provocamos neles os sorrisos que ainda são capazes de soltar.



    É muito importante que os residentes\utentes participem na confecção dos acessórios.










    Elas preparam os acessórios do disfarce. Aqui, respeitam-se as vontades. Quem não quer usar disfarce não deixa de ir à festa. Para quem ainda consegue festejar fora de portas, a Quinta das Oliveiras, foi novamente o palco para o grande baile de Carnaval, cedendo as suas instalações aos cerca de 200 utentes e residentes das instituições particulares de solidariedade social do concelho. O Centro Social do Pego, esteve presente com cerca de 15 utentes\residentes. A animação musical teve a cargo do animador Fábio Pires. Depois de muita dança, a festa terminou com o habitual desfile de disfarces, culminando num lanche partilhado. Foi divertido e valeu a pena. 










    No entanto, por razões de saúde, nem todos conseguem participar nos eventos que requerem mobilidade física adequada ao contexto. Desta forma e porque todos merecem festejar, o Centro Social do Pego organizou o Baile de Entrudo, permitindo desta forma que todos fizessem parte da festa. 
     A idade dos intervenientes já não permitem grandes euforias, mas a presença de cada um é importante. Podem não dançar, podem não mostrar fisicamente o entusiasmo, mas a satisfação por poder assistir estar presente, no final é notória. No Baile do Entrudo, as colaboradoras também participaram e tornaram o ambiente alegre e festivo. Já diz o povo, "para o ano mais". 



  

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